Um ano após tragédia da Vale, dor e luta por justiça unem famílias de 259 mortos

Às 12h28 do dia 25 de janeiro de 2019, o destino e a história das famílias de 270 pessoas se cruzaram em Brumadinho (MG). Há 365 dias, elas revivem diariamente essa data e se unem na dor pela perda inesperada e cruel de mães, pais, filhos, irmãos e companheiros.

Ao longo de um ano, os parentes puderam se despedir de 259 vítimas da tragédia da Vale, que tiveram seus corpos – ou parte deles – localizados e identificados. Mas familiares de 11 desaparecidos ainda precisam lidar com uma espera sem prazo definido para ter fim.

Há 12 meses, essas famílias também se unem na busca por justiça. Nesta semana, o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) denunciou o ex-presidente da Vale Fabio Schvartsman e mais 15 pessoas pelo crime de homicídio doloso, aquele em que há a intenção de matar. Eles também vão responder por crime ambiental, assim como a mineradora e a Tüv Süd.

“Não é possível que esse tanto de morte vai ficar em vão, e a nossa luta justamente é para não ficar”, diz Josiana Resende, que perdeu a irmã Juliana Resende e o cunhado Dennis Silva no desastre.

O casal deixou dois filhos gêmeos, na época, com dez meses. Passado um ano, Josiana e sua família ainda aguardam a localização e identificação do corpo da analista administrativo, que trabalhou por cerca de dez anos na Vale.

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