HGE atende 418 pessoas na última quarta (4); 308 eram casos clínicos

Um acidente de moto trouxe ao Hospital Geral do Estado a cuidadora de idosos Maria do Socorro dos Santos, de 38 anos, para um atendimento de emergência na terça-feira de carnaval (25). Sem fraturas e após uma sutura no pé esquerdo, a paciente recebeu alta médica. Ontem (4), porém, voltou ao hospital com o ferimento infeccionado após longa caminhada.

“Reconheço que não fui prudente. Um dia após a alta já estava caminhando e fazendo tudo normalmente, quando me pediram repouso. Vir para o HGE foi natural para mim, por ter recebido o primeiro atendimento aqui. Mas estava ciente que poderia ir a UPA mais próxima. Estou feliz que não me negaram assistência diante de casos tão mais graves que o meu”, comentou.

O médico Paulo Teixeira, gestor da unidade hospitalar, ressaltou que o primeiro atendimento em casos como o da cuidadora sempre terá como referência o HGE. Entretanto, após este é relevante que o paciente procure as UPAs ou as unidades básicas para, caso seja necessário, retornar ao HGE referenciados.

“Queremos que a população entenda que o fluxo de atendimento dentro do HGE, e na rede de saúde como um todo, sempre funcionará de forma mais eficaz quando os pacientes compreenderem o papel de cada unidade de saúde. O HGE é urgência e emergência, para esta unidade hospitalar devem vir os casos mais graves”, frisou.

O HGE recebe vítimas de acidentes de trânsito, grandes queimados, agressões, vítimas de infartos, acidentes vasculares e urgências clínicas como apendicite a hemorragias digestivas agudas.

Como Maria do Socorro, outras 417 pessoas foram atendidas na unidade hospitalar que é referência em trauma nessa quarta-feira (4), 15 delas envolvidas em algum tipo de acidente de trânsito. Foram nove acidentes de moto, dois atropelamentos, três colisões e um acidente de bicicleta.

Os casos clínicos continuam liderando os números de atendimentos no HGE, com 308 pacientes. O HGE ainda recebeu 78 acidentes casuais, sete acidentes de trabalho, três agressões, cinco queimaduras e duas tentativas de suicídio.

Dos 418 pacientes que receberam atendimentos no hospital, 249 receberam alta médica, 17 foram transferidos e 66 pessoas continuaram internadas e em observação médica. Forram registrados 25 procedimentos cirúrgicos.

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