FIEA defende a permanência da Braskem em Alagoas

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A paralisação das atividades da unidade de cloro e soda da Braskem em Maceió, anunciada há uma semana, em nota emitida no dia 9 de maio, preocupa não só autoridades estaduais, mas também líderes do setor produtivo de Alagoas.

Desde então, a empresa, apontada como responsável pelo “afundamento” de três bairros da capital, especialmente o Pinheiro, não informou se a paralisação será temporária ou definitiva.

A decisão tem impacto ainda não calculado na economia de Alagoas e atinge diretamente a cadeia produtiva da química e do plástico no Estado.

Os números da cadeia produtiva, a perspectiva de ampliação (com a chegada programada de novas indústrias), a geração de empregos, impostos, consumo de gás e energia são parte da preocupação.

José da Silva Nogueira Filho, conhecido como Zezinho Nogueira, vice-presidente da FIEA (Federação das Indústrias do Estado do Alagoas) e presidente do conselho deliberativo do SEBRAE-AL, ressaltou a importância da Braskem no estado.

“É muito preocupante, nosso setor industrial é pequeno. Nós não podemos perder uma cadeia como essa da química e do plástico em que a Braskem é a figura mais importante”, declarou.

A presença da Braskem apresenta impactos diretos na economia alagoana. “Tem que ter um consenso para que se ache uma saída tanto de resolver o problema dos moradores e da cadeia de químico plástico com a Braskem. Eu acredito que vá se encontrar nesse meio um caminho para que se sente à mesa e se resolva isso”, avalia.

A situação dos bairros Pinheiro, Mutange e Bebedouro não foi desconsiderada. “A gente sabe que os problemas estão acontecendo, isso tem que ser resolvido, está se lidando com pessoas”, aponta.

“Os relatórios que saíram precisam ser mais aprofundados, não saiu um diagnóstico. A gente precisa saber quem realmente precisa sair dali. Porque as pessoas têm uma vida ali, não é fácil se deslocar para outros locais da cidade. Tem pessoas que também trabalham próximo. Há uma série de questionamentos, a gente tem que pensar nessas pessoas, nos negócios que são gerados ali”, pontua Zezinho.

A preocupação da FIEA é o diálogo. “A Braskem sempre foi uma parceira muito grande do estado. A gente sabe da responsabilidade que ela tem em tudo que faz. Eu tenho certeza que se a culpa for dela realmente, ela vai assumir. Agora, é preciso que as coisas se esclareçam. Sentar à mesa com todos esses atores para viabilizar as duas coisas”, diz Nogueira.

A presença da Braskem apresenta impactos diretos na economia alagoana, reforça Zezinho: “tem que ter um consenso para que se ache uma saída tanto de resolver o problema dos moradores, quanto da cadeia de químico plástico com a Braskem. Eu acredito que vá se encontrar nesse meio um caminho para que se sente à mesa e se resolva isso”.

 

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