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Sem liquidez, usina Coruripe busca R$ 800 mi com título lastreado em precatório


Com uma dívida líquida de R$ 2 bilhões – metade dela dolarizada -, a usina Coruripe está tentando captar R$ 800 milhões por meio de certificados de recebíveis do agronegócio (CRA), segundo matéria publicada nesta terça-feira (16), pelo jornal Valor Econômico. De acordo com a publicação, a oferta está sendo oferecida a investidores qualificados, com ao menos R# 1 milhão em aplicações.

Na avaliação de especialistas ouvidos pelo Valor, os números da usina alagoana, as garantias oferecidas e a estruturação dessa oferta exige uma análise bastante sofisticada. A captação de recursos por meio desse CRA, aponta o jornal, é crucial para solucionar problemas de liquidez de curto prazo da usina.

A outra questão é que a Coruripe deu como garantia para esse CRA créditos que estima ter a receber por conta de uma ação que move contra a União por perdas que teve com políticas governamentais que interferiram nos preços praticados no setor na década de 1980.

O CRA atrai o investidor pessoa física, porque conta com o incentivo fiscal. O produto surgiu para estimular o financiamento aos produtores rurais, que embalariam em um título seus recebíveis contra grandes empresas para vender a investidores no mercado.

Com o passar do tempo e os ajustes de mercado, transformou-se em uma espécie de debênture que a empresa emite para uma securitizadora. O investidor corre o risco de financiamento da empresa emissora e não dos recebíveis – nesse último formato, o CRA é muito utilizado pelas grandes do setor que, por conta do incentivo fiscal, captam a custos menores.

A questão é que essas grandes que emitem CRAs têm notas “A” ou “AA” das agências de avaliação de risco, o que indica baixo risco de crédito. No caso da Coruripe, a Standard & Poor’s rebaixou a nota da usina em outubro do ano passado.

O rating de crédito de emissor de longo prazo na escala global passou de “B+” para “B-“. O rating de crédito de emissor de longo e curto prazos da empresa na escala nacional saiu de “brAA-/brA-1+” para “brBBB-/brA-3”. As notas têm perspectiva negativa.

A oferta do CRA da Coruripe tem distribuição continuada. Pode ficar aberta na plataforma da XP (que estruturou a oferta) por até seis meses – até novembro – ou até alcançar o valor pretendido. À medida que os investidores vão comprando os papéis, os recursos vão entrando no caixa da companhia.

Como o dinheiro em caixa não é carimbado, as informações que circulam são de que os recursos da captação estão sendo usados para reduzir o endividamento – inclusive pagando a emissão de outro CRA, de cerca de R$ 200 milhões, que a usina colocou no mercado no meio do ano passado.

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